Desde 1983    
Busca
 
 
 
 

Empresas brasileiras se fortalecem no mercado de tecnologia europeu

Portal NetMarinha - 28/03/2007
Por Isabel Colucci - Florianópolis, com informações da assessoria de imprensa da Softex


Pela oitava vez, o Brasil compareceu à CeBIT, maior feira de TIC do mundo, realizada em Hannover, Alemanha. O volume de negócios ainda não foi calculado, mas de acordo com o presidente da Aoftex e coordenador-geral da Softsul, José Antonio Antoniani, os resultados foram "extremamente positivos". "Muitas das empresas da nossa delegação deixaram a Alemanha com negociações de parceria e de representação internacional em estágio avançado", informa.

O Brasil levou 24 expositores - 14 reunidos em um estande coletivo organizado pela Softsul, em parceria com a Softex, a APEX-Brasil e a Hannover Fairs do Brasil. Em sua 21ª edição, a CeBIT recebeu 3.344 expositores estrangeiros de 76 países e bateu recordes de visitantes. As 480 mil pessoas que compareceram superaram em 30 mil o número da última edição. As estimativas de negócios também cresceram: são superiores a 11 bilhões de euros.

A maioria das empresas se fortaleceu no mercado europeu. Participando da mostra pela quinta vez, a Zênite Tecnologia iniciou na CeBIT conversas que vão possibilitar a expansão dos produtos de telecomunicações da empresa no mercado português. O mesmo ocorreu com a estreante Iativa, especializada em soluções de atendimento e marketing pela Internet, que teve em Hannover reuniões com um representante de uma agência de consultoria alemã interessado em incluir os serviços da companhia nas estratégias de marketing oferecidas a seus clientes. "Ao fecharmos essa parceria, vamos poder oferecer nosso know- how a várias empresas alemãs, não só no planejamento, como na execução das estratégias de comunicação, incluindo a Internet", destaca Patrícia Leitão, diretora de marketing da Iativa.

As também estreantes Eccox e a All Tasks também voltaram ao Brasil com possíveis clientes europeus. "Esperamos ter, já no segundo semestre, com um parceiro capacitado para nos representar na Europa e implementar nossas soluções no continente", afirma Maurício da Costa Silva, diretor geral da Eccox. A empresa paulista oferece laboratório de pesquisa e desenvolvimento de software e fábrica de testes, além de consultoria em recursos humanos direcionada ao mercado de tecnologia.

Com clientes na Alemanha, Estados Unidos, Suíça, Itália, China, Singapura e Holanda, a All Tasks fez contatos importantes com visitantes vindos da Inglaterra e da Itália. Ele também contatou executivos americanos, alemães, suíços e holandeses. A empresa tem como objetivo aumentar o faturamento no exterior dos cerca de 9% atuais para 15%.

De acordo com Ulisses Bognar, coordenador de vendas internacionais da All Tasks, especializada em localização de software, há uma grande demanda pelos serviços oferecidos pela empresa, que já deu um importante passo para entrar ainda com mais força no mercado europeu.

Os empresários concordam que a Feira possibilita o contato com empresas de todo o mundo, e não apenas da Europa. Para o diretor administrativo da Insiel Tecnologia Eletrônica, empresa de softwares e hardwares de segurança, a CeBIT é uma das melhores oportunidades para prospectar clientes latino- americanos. "A maioria dos países querem se atualizar e vão À Feira, por isso encontramos clientes da América Latina na Alemanha. É uma vitrine para o mundo", explica.

O mercado latino-americano é o atual foco da empresa, pelas facilidades logísticas e de se desenvolver softwares em uma única língua, o espanhol, que serve para vários mercados. A empresa já tem 15% de seu faturamento vindos dos negócios que tem no México, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile.

Presente pela quinta vez na CeBIT, a Insiel também negociou com empresários portugueses e espanhóis e, caso os contratos sejam fechados, um escritório poderá ser aberto em Portugal até o final do ano. A unidade seria compartilhada com a empresa Light Infocon Tecnologia, também presente na CeBIT, que já está instalada no país e concentra sua expansão internacional na Europa.

Alexandre Moura, um dos sócios da empresa, prefere direcionar os recursos para expansão internacional da Light Infocon no continente europeu. Apesar da proximidade com a América Latina, Moura diz ser mais vantajoso manter o escritório na Europa e deixar seus clientes espanhóis revenderem os softwares neste idioma com os países latino-americanos. De acordo com ele, é preciso ter um escritório que gerencie as operações fora do Brasil, para dar suporte aos representantes nos países estrangeiros. "O ideal seria ter um escritório em Buenos Aires, mas temos que selecionar onde investimos os recursos".

A Light Infocon também tem 15% de seu faturamento resultante do comércio internacional com os Estados Unidos, China, Austrália, Portugal e Espanha. O escritório português tem dois anos e, segundo Moura, tem atingido as metas de crescimento.

 
 
Imprimir esta página
 
 

2008 | 2007 | 2006 | 2005 | 2004 | 2003 | 2002 | 2001 | 2000 | 1999 | 1998 | 1997 | 1996

Principal | Empresa | Produtos | Notícias

 
 
Light Infocon Tecnologia S/A